Enalteço os meus passos
Em um caminho cheio de descompassos
Pisei em falso e escorreguei, mas
ainda bem…
Sou do tipo que tem aliados, poucos e bons
Atravesso a barreira do som, talvez seja até um dom…
“Pra mim tá sempre bom, eu tô na rua de bombeta e moletom”
A revendedora da Avon, vendendo coisas que eu não quero e num momento não tão bom…
Escuta esse som
são os velhos buracos, os atalhos apertados e o fundo do poço
Cheguei a mergulhar no esgoto
Adquiri uns encostos
Chupei umas balas de menta, como alguém que não mais aguenta
Uma dor imensa
De uma jornada intensa
E eu não sou só mais um “menino mau”
Mesmo porque, se eu fosse, seria normal
Animal
Colecionando ossos, corpos e copos na estante.
E ainda assim é “um cara legal”
Já meu sorriso, é letal
“Minha palavra vale um tiro e eu tenho muita munição”
Cadencial
São os meus passos em busca da sua ausência
Eu procurei respostas, bati de frente, entrei em choque, paguei de “locke” e, no final, essa é a minha recompensa
Pois é, eu sou uma pessoa intensa
E a culpa tinha que ser minha, afinal…
Com 13 anos, eu já era mulher feita
Com 36 anos, infantil demais
Loucuras abissais
Isso não sai nos jornais
Condutas ilegais
Cinismo
O patriarcado e o seu sorriso
E é por isso, “que a minha segurança sou eu quem faço”, nem mais um passo
É tipo Frida Khalo e eu vou no embalo
Cheiro do ralo
Sinto daqui…
Só que eu voltei a sorrir e vocês não contavam…
Esse seu conto do vigário, creia
Eu não quero mais ouvir!
YASMIN PEDROSA – 2026
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