Eu sou uma mulher meio sozinha,
mas enfrento o mundo mesmo assim
e, muitas vezes, me sobreponho —
apesar das feridas e cicatrizes que coleciono.
Me emociono.
São muitos desenganos,
muitas fugas,
muito abandono.
Pelos vales das sombras
onde já não importa,
não tô nem aí.
Sou grandona.
Caí muitas vezes na lona.
Eu sou infame,
eu sou afronta.
Desponta o complexo solar
e as pontas.
Desencontra esse seu habitat:
é onde eu encontro um lugar.
Não é sobre morar,
é sobre reconhecer e abraçar
minhas sombras.
YASMIN PEDROSA – 2026
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