Tô com vontade de escrever,
mas tô sem voz.
Na garganta tem um nó,
meus dedos travaram,
meus lábios trancaram.
Olho ao redor…
eu vejo tudo
e ninguém me vê.
Invisível.
Intocável…
Irretocável…
É bem provável
que meu humor deplorável
seja apreciado na TV!
Não tem buquê.
As flores murcharam,
os copos trincaram.
E “a gente se vê”.
Eu e você:
uma mistura de “cruz-credo” com “vai se f***”.
Eu não tenho etiqueta,
eu subo na mesa,
minha b***** não é pra você!
YASMIN PEDROSA — 2026
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